quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A Mais Sofrida e Sincera Forma de Amor


E quando a paixão não comportar mais o amor,
Deixe que este transcenda
E nos dê lindas noites em claro.
Noites tentando refazer os passos,
Noites tentando saber o que foi feito de errado,
Noites torcendo para que se acorde de um pesadelo
Que começou como o mais belo sonho.


Gabriel Queiroz

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Saudade


Não é que você a quer de volta,
Necessariamente.

Às vezes só se quer olhar fotos antigas
E ouvir aquela banda
Que vocês adoravam.

Nada mais.


Gabriel Queiroz

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

De Onde?


Veja, amor!
Não é estranho que esteja de madrugada?
De onde toda a luz está vindo?
Estamos aqui fora,
Não há lâmpadas.
Não, ela é muito forte para ser um mero luar...

Posso jurar que tem um Sol aqui
Escondido em algum canto
De onde jogue seus raios,
Mas não se mostre.
Como é possível?

Mas ainda podemos ver as estrelas...
As flores não desabrocharam
E os pássaros ainda dormem!
Não é estranho?

Veja, veja!
Não parece impossível?
Mesmo às três da manhã,
Algo que eu não sei
Emite sua luz e ofusca a escuridão
Só para eu olhar melhor para você.


Gabriel Queiroz

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A Paisagem Voa Lá Fora


Ele nunca soube medir os sonhos.
Olhava para frente e via o tempo
Como algoz das oportunidades
E pai de suas incapacidades.

Não diria que era pessimista
Apenas cauteloso demais.
E, quando lhe mostravam o lago,
Negro como o céu refletido,
Este já passara pela janela do ônibus.

É até estranho.
Sempre fora do tipo
Que encosta a cabeça no vidro
E olha pela janela, sem pensar em nada,
Ouvindo Legião
E observando se os campos estão verdes
Ou se o inverno não foi bom este ano.


Gabriel Queiroz

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fechaduras


Ela resolveu dar um basta.

Ele está trancado lá fora
Com o que restou do mundo.

Ela está trancada lá dentro
Com o que restou de si.

O amor está trancado num baú
Que ela ainda não tirou de vista
Com o que restou dos dois.


Gabriel Queiroz

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cotidiano



E o teu toque brincalhão me saudava,
E o teu beijo adocicado se despedia
Por entre os risos não contidos.
E a certeza de te ver no dia seguinte
Dizia para o meu coração:
Calma. Ela faz parte da sua vida.

Tuas mãos tão pequenas conseguiam envolver
As minhas completamente.
Como era possível?
Teus pensamentos leves dançavam comigo
Em harmonia. Completa a mente.
Como era impossível...

Mas os espelhos, uma hora, quebram.
E os cantos, calam-se.
E os perfumes, eles também, cessam.
E o amor...
Precisaria existir pra acabar?

Não anseio mais por tuas mensagens
Porque elas não vêm.
Nem virão mais.
Não ponho mais meus olhos a procurar-te
Porque eles não veem.
Nem verão mais.
Por que saíste da minha vida?


Gabriel Queiroz

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Frio


As flores se vão,
Os pássaros se escondem,
As cores se acinzentam.

A primavera e tudo isso
Vêm encontrar refúgio
Em nossos pensamentos
Introspectivos.

A natureza parece hibernar.
Meu braço ignora a dormência
E ama esta posição desconfortável.

Veja só, até parece que as flores
Renascem em seus cabelos.
Que lindo dia!


Gabriel Queiroz